Como operar de dentro do Armário de Vassouras – Parte II

O que seria operar dentro do armário de vassouras? Na semana passada, comentamos um pouco sobre as dificuldades de se assumir como persona mágicka e abordamos algumas pequenas dicas (se você ainda não o leu, aconselhamos a fazer isso primeiro aqui). Hoje, iremos continuar com esse assunto com algumas dicas práticas, principalmente no que tange instrumentos mágickos, e seus usos.

Não é novidade que, dependendo da corrente que se segue, os materiais necessários para realizar rituais podem ser muito caros, e por vezes até inacessíveis. Sabe-se também que muita gente justamente opera “na clandestinidade”, ou seja, discretamente, porque divide residência com pessoas que não respeitam as individualidades. Mas isso não precisa ser um impeditivo para a sua prática mágicka. E vamos apresentar algumas soluções que você pode usar. Obviamente não conseguiremos cobrir todas as correntes, mas desejamos que as nossas sugestões possam ser um ponto de partida para todos.

Mini-altares ou locais meditativos portáteis

Se é impossível manter um altar de adoração à entidade com a qual trabalha seja pela discordância de pessoas que moram na mesma casa, como pela presença de animais domésticos que podem quebrar itens desses altares – ou ainda, se você fica pouco tempo em um lugar só (precisa viajar com frequência a trabalho ou estudos), indicamos o uso de altares portáteis. Eles podem ser maiores, como esse:

Um altar portátil, feito em caixa de madeira, dedicado à Deusa Hécate (Créditos da foto: Mackenzie Sage Wright, pinado aqui)

Espaço meditativo portátil, feito em madeira (Créditos da foto: creativemeditationspaces.wordpress.com, pinado aqui)

Altares mini, construídos dentro de uma latinha de balas (Créditos da foto: blackforestrose no Etsy, pinado aqui)

Ainda se você precisa de um altar com os elementos para trabalhar, e precisa mantê-los incógnitos, seguem algumas opções:

Pequeno altar contendo pequenos elementos que representam a terra, o fogo, a água, o ar e o éter, também construído dentro de uma latinha de balas (Créditos da foto: não informados, pinado aqui)

 

Substituição de elementos ritualísticos

“Meu caso é um pouco mais grave. Eu não posso, de jeito algum, acender nenhum tipo de vela – muito menos coloridas. Não posso acender incensos”. Esse é um tipo de declaração bastante comum entre muitas pessoas que estão iniciando seus estudos mágickos. Mas o que poucos sabem é que substituições são tão efetivas quanto a presença desses elementos, nesses casos extremos.

– Representação Alquímica dos Elementos

Não há problemas se você não pode operar com velas, incensos. Risque, em um papel, ou pirografe em madeira, ou como no exemplo abaixo, modele em argila e pinte a representação alquímica dos quatro elementos. Elas serão tão efetivas quanto os elementos em si.

Representações Alquímicas dos Elementos (Créditos da foto: confessionsofcraftywitches.blogspot.com, pinado aqui)

– Itens que representam os elementos

Por que não usar uma pena para representar o elemento ar? Você precisa realmente de um athame que pode custar mais de 500 reais, se você pode consagrar uma faca comum para esse propósito? É realmente imprescindível um cálice de prata, se você pode usar um copo comum também consagrado? Construa a sua varinha com galhos de árvores que você encontra em parques, e por vezes das árvores que estão na frente da sua casa. Não pode acender uma vela? Que tal colocar seu celular em seu altar com esse video?

Há sempre uma boa substituição com a qual você pode trabalhar. A magia e a arte estão muito paralelas nesse sentido, portanto use a sua criatividade e consulte tabelas de equivalência mágicas para isso.

Leitores compartilham suas experiências

Perguntamos, em nossas redes sociais, se nossos leitores e leitoras já haviam feito substituições – por vezes ousadas – de instrumentos mágickos e algumas respostas foram bastante inusitadas e bem humoradas!

Tivemos relatos de espelhos de brinquedo sendo utilizados para scrying, grampos como facas cerimoniais, os mais diversos instrumentos consagrados e transformados em mágickos!

 

Na próxima parte de nosso texto, auxiliaremos você a montar uma biblioteca básica de magia. Fique de olho! 😉