Bruxaria em Samoa: mesmo criminalizada, a prática continua em alta

É provável que você nunca tenha ouvido falar nas ilhas de Samoa, no pacífico. Ilhas que foram divididas entre Samoa Americana (parte dominada pelos Estados Unidos) e Samoa Ocidental (Dominada pela Nova Zelândia).
Apesar da influência do Cristianismo que marcou o mundo inteiro, a Antiga Religião ainda é praticada na Samoa. É conhecida como Taulasea, formada por curandeiros tradicionais.
Eles fazem poções mágicas com ervas medicinais para auxiliar no tratamento de doenças, bem como massagens específicas.
A transmissão de conhecimento é hereditária, geralmente passada de geração para geração. Estuda-se o uso de cada erva.
Já os Faataulaitu são praticantes que lidam com espíritos. Estes são tomados como malévolos, como bruxos que devem ser evitados.
Há sim um certo tabu entre os habitantes de Samoa, especialmente contra os Faataulaitu. Eles são especialmente temidos porque podem causar ma’i ait, que é uma doença espiritual. Eles também são capazes de conjurar espíritos da família, demônios e atacar inimigos com vingança.
Em 1961, Samoa criminalizou a bruxaria como um todo, até mesmo a leitura de fortuna e práticas tradicionais como a Taulasea. Em 2009 procuraram reformar esta lei para que nem todas as práticas de bruxaria fossem condenadas.
Manu Tuilagi, jogador de Samoa que foi naturalizado britânico e que atua na posição de centro e joga pela Seleção Inglesa de Rugby, afirmou que usou os poderes de uma feiticeira de Samoa para exorcizar a lesão que o estava impedindo de jogar.
Segundo o jornal The Guardian, ele acredita ter sido amaldiçoado por três espíritos femininos maléficos.
O feiticeiro massageou todo o corpo do jogador, que agora diz estar livre da maldição.

“Eu vi a feiticeira por duas horas por dia e ela disse que descobriu qual era a doença”, disse Tuilagi no BT Sport Rugby Tonight. “Ela massageou todo o meu corpo – tudo que eu precisava era de uma toalha e um óleo de Fiji. Ela era metade fijiana e metade samoana e descobriu que havia três espíritos que se casaram comigo nos últimos três anos. A feiticeira me disse que era por isso que eu tinha sido ferido. Os espíritos me queriam para si mesmos – eles queriam me punir e me machucar era a maneira de fazê-lo. Toda vez que eu jogava – bang. Agora eles se foram.”

Mesmo com toda a influência cristã e com a prática sendo criminalizada, é impossível impedir o povo de praticar as suas crenças.

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