Morte: O Grande Momento da Vida?

Morte: O Grande Momento da Vida?

Uma das questões que mais intriga a humanidade desde seu surgimento é o que ocorre depois da morte. Existe uma alma imortal? Quando morremos, é o fim? A morte é mesmo o grande momento da vida? O conceito de purgatório, céu e inferno é verdadeiro? É possível comunicar-se com os que já se foram? Existem espíritos e fantasmas?

A Morte Segundo as Religiões

A própria Igreja Católica é vacilante sobre a natureza da morte. Nos primeiros séculos da Igreja, a doutrina da condenação eterna ao inferno simplesmente não existia. Essa ideia surgiu depois, com Santo Agostinho, e foi reforçada por Dante e companhia. Rumores de que o Papa Francisco afirmou que o Inferno não existe foram desmentidos (obrigado e-farsas!). Ou seja, a Igreja Católica continua pregando que quando morremos, podemos ir para o Céu, Inferno ou Purgatório, mas isso nem sempre foi verdade.

A versão católica, além de ter sido inventada séculos mais tarde, e não baseada na bíblia (basta estudar a história), é um tanto infantil. Mas as questões referentes aos mortos são tão intrigantes que religiões como o Espiritismo tratam quase exclusivamente deste tema, apresentando teorias elaboradas sobre o que ocorre do outro lado. Inclusive, boa parte dos livros relacionados ao espiritismo são psicografados, escritos por espíritos em contato com um médium. Outras religiões, como o Xintoísmo e o Vodu consideram que os mortos exercem papel importante sobre nossa vida.

É importante ressaltar que toda comunicação com os mortos se enquadra como necromancia. Isso inclui seções espíritas, tábuas Ouija, e até o EVP.

Há outros cultos que tratam diretamente com a Morte em si, e não necessariamente com os Mortos. É o exemplo ao culto à Santa Muerte e San La Muerte.

Outras Visões da Morte

Uma visão mais moderna sobre a morte é dada por Austin Osman Spare.  Ele defendia que a morte é a aniquilação da personalidade. Portanto, não precisa ser definitiva, podendo ser um estado de consciência. Há várias formas de se atingir esse estado. Uma delas, talvez a mais óbvia, é o orgasmo. Mas Spare também trabalhava com outros métodos de simulação de morte; sendo inclusive conhecido pela sua fórmula mágica da Postura da Morte.

Diversas crenças, organizadas ou não, consideram que a morte do corpo físico liberta o espírito. Cada uma dessas crenças considera que esse espírito tem uma finalidade. Resumindo, sob risco de simplificar demais o assunto, os principais objetivos são ir para a luz (reabsorção pela totalidade) ou buscar uma nova encarnação (manter a individualidade do ser em uma nova forma de existência). De acordo com Kenneth Grant, em O Renascer da Magia:

A morte deve ser entendida como o arco invisível de uma curva que desaparece abaixo do horizonte da consciência limitada para ressurgir, como o Sol, com sua identidade essencial intocada.

Porém, em alguns casos, essa curva é interrompida. O que não é desejável em hipótese alguma é ficar perdido por aí, sem consciência da própria condição, sem saber seu próprio objetivo. Esses são os fantasmas, os vagantes. E falaremos mais sobre os vagantes em um próximo post.

O Renascer da Magia, de Kenneth Grant, explica em detalhes a visão de Austin Osman Spare sobre a Postura da Morte, e como essas mortes simuladas podem ser usadas magicamente para fazer com que eventos se concretizem na realidade objetiva. Grant também apresenta a visão dos antigos egípcios a respeito da pós vida, e as crenças e simbolismos por trás de seus ritos funerários deveras curiosos. O Renascer da Magia pode ser encontrado na loja da Penumbra Livros.

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